Avanços e desafios da Convivência com o Semiárido é tema de evento em Alagoas

Avanços e desafios da Convivência com o Semiárido é tema de evento em Alagoas

Contexto atual da Convivência com o Semiárido: Avanços e Desafios foi tema de palestra do professor Roberto Marinho da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O evento aconteceu no último dia 09, no campus da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) na cidade de Delmiro Gouveia e contou com a participação de representantes das organizações da ASA Alagoas, do Observatório de Estudos sobre a Luta por Terra e Território (Obelutte), estudantes e indígenas da etnia Kalankó.

Na palestra e no debate a discussão se pautou no acúmulo de resistência e potencial político do Semiárido. Além disso, refletiu-se que Alagoas deve pensar estratégias conjuntas para superar os desafios que se apresentam neste cenário, a exemplo do fortalecimento das sementes crioulas/resistência e políticas sociais em relação ao Canal do Sertão.

O evento ocorreu após a Defesa de Dissertação de Mestrado de Moisés Oliveira, estudante do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Ufal -PPGAS, ele também contribui com a ASA Alagoas. A Banca examinadora foi presidida pelo professor Siloé Amorim (Ufal), com a participação da professora Rachel Rocha (Ufal) e o professor Roberto Marinho (UFRN), enquanto membro externo e o Cacique Paulo representando o Povo Kalankó.

A pesquisa está inserida no contexto dos Povos indígenas do Semiárido alagoano, por essa razão Moisés Oliveira e seu orientador Siloé Amorim em parceria com a ASA Alagoas decidiram realizar a defesa no Campus do Sertão, para que o público que colaborou diretamente e indiretamente com a pesquisa pudesse está presente.

Com o título: Os Kalankó, memória da Seca e técnica de Convivência com o Semiárido no Alto Sertão alagoano, a dissertação traz a contribuição dos povos indígenas para a convivência com o Semiárido, desde as tecnologias tradicionais relacionadas a cultura e a cosmologia Kalankó, as tecnologias sociais implantadas pelos programas de implementação da sociedade civil e governos, a exemplo dos programas P1MC e P1+2. Logo mais, o resultado dessa pesquisa, poderá ser acessado no repositório de dissertações da UFAL.

 Fonte: ASA