4a. Circular do III SINPROVS – Campina Grande 2018

 

4a. Circular do III SINPROVS – Campina Grande 2018

 

Olá SINPROVIANOS,

 

A SCSB em diálogos com a equipe de Coordenação e as empresas e instituições parceiras têm envidado esforços para proporcionar o acesso do III SINPROVS ao maior número de congressistas. Visando isso, conseguimos promover um desconto especial de 20% em todas as modalidades de inscrição que será aplicado durante o período da segunda chamada.

 

Aproveite essa oportunidade para realizar sua inscrição! A submissão de seus resumos poderá ser realizada até o dia 05 de abril de 2018. Ressaltamos que, para submeter seu trabalho, é necessário que todos os co-autores estejam cadastrados no sistema do III SINPROVS e pelo menos um dos autores (em geral o apresentador) tenha feito a inscrição com pagamento.

 

Aproveitem a oportunidade para publicar seu trabalho em uma revista B3 ou B4. Os 4 melhores trabalhos de cada área serão publicados e os custos serão pagos pelo III SINPROVS!

 

 

 

 

Para mais detalhes e dicas sobre o III SINPROVS, consulte nossas circulares anteriores:

1o. CIRCULAR do III SINPROVS

2a. CIRCULAR do III SINPROVS

3a. CIRCULAR do III SINPROVS

Nossos parceiros no III SINPROVS

 

Resiliência Agroecológica: Erva-de-Ovelha, uma planta do Sertão Nordestino que faz a vaca e a cabra dar leite numa terra “degradada” Aprendizagem de uma expedição cientifica # 2

September 4, 2017

Por Aldrin M. Perez-Marin, João Macedo Moreira e Simone Benevides Pesquisadores do Grupo de Desertificação e Agroecologia em Terras Secas Popularizando Ciência, Tecnologia e Inovação no Semiárido brasileiro e-mail: aldrin.perez@insa.gov.br, joaodacaatinga@gmail.com e simone.benevides@insa.gov.br

A agroecologia no Semiárido brasileiro se funda às sombras do Latifúndio, no seu interior ou nos espaços abandonados por eles. Onde Vaqueiros, ex-escravos, índios, foram ocupando pouco a pouco as terras em condições de posseiros, arrendatários, moradores ou até mesmo apropriando-se das terras, devido ao absenteísmo dos fazendeiros ou latifundiários.  Assim a agroecologia começou a se desenvolver na região caracterizada pela associação de vários subsistemas de manejo agroecológico.

Estes protagonistas de ocupação do espaço Semiárido, desde então transformam e ajudam a proteger a paisagem do Semiárido, assegurando a sustentabilidade mutua. Eles protegem as plantas, animais e fontes de água, que são uteis, ajudando a manter a biodiversidade.

Neste artigo, exploramos a experiência de vida, da inter-relação cultural com a manutenção da biodiversidade ou “Diversidade Biocultural”, de um Ex-Vaqueiro o Sr. Manuel Almeida Lopes, popularmente conhecido por Sr. Tiné, que hoje faz agroecologia acontecer, do dizer ao fazer, do fazer ao saber, da reflexão à ação, da ação à reflexão.    

O Ex-Vaqueiro e Sua relação com a planta Erva-de-Ovelha ou Erva-de-Leite

A comunidade de Cacimba Salgada, Irauçuba, Ceará, está localizada numa área considerada um Núcleo de Desertificação – Núcleo de Irauçuba -. Chegar à comunidade de Cacimba Salgada, e deparar com uma realidade diferente é surpreendente, como o nascimento da vida com sinais de esperança numa terra degradada (ou num mundo complexo e complicado).

No caminho, uma planta e um homem do Sertão se destacam na paisagem: a Erva-de-Ovelha ou Erva-de-Leite e o Senhor Tiné. Ambos formando uma simbiose de amor, para a vida florescer e a convivência  do Ser, acontecer, harmoniosamente no equilíbrio do bem viver. O Padre Antônio Viera já dizia: “os antigos cultuavam ás plantas, acreditando que elas tinham almas”.

Esta ideia continua viva no espirito do Sertão Nordestino, oferecendo-nos boas lições de experiência de vida, no processo desafiador de adaptação e resiliência as mudanças climáticas. É uma dessas experiências de vida, que resgatamos neste artigo, fruto de uma Expedição Cientifica realizada pelo grupo de Desertificação e Agroecologia do Instituto Nacional do Semiárido, em agosto de 2015, na qual relatamos as estratégias de Manejo Agroecológico para criar “Vaca de Leite” com a Erva-de-Leite, uma planta que faz produzir rios de leite de vacas e cabras numa terra em teses “degradada”.

Estratégia agroecológica número um ou Passo ZERO: A formação dos Bancos de Sementes no Solo.

Sr. Tiné conta que nas áreas com fartos bancos de sementes, esbeltas e exuberantes plantas tenras de Ervas-de-Ovelha ou Erva-de-Leite brotam do chão.  Com o passar do tempo, quando vai ficando mais seco as plantas de Erva-de-Ovelha, espalham uma chuva de sementes, que logo ficam escondidas embaixo do chão, formando uma poupança para novos tempos de chuva, de esperança e de vida. Deixar a Erva-de-Ovelha completar este ciclo, é essencial, destaca o agricultor, para sempre ter alimento e a vaca produzir leite na dança da variação climática, disse ele.

 

Estratégia agroecológica número dois: As Vacas pastejam somente após a Erva-de-Leite ou Erva-de-Ovelha espalhar a chuva de Semente no Solo.    

O Sr. Tiné, destaca que após as plantas de Erva-de-Ovelha, irrigar o Solo com suas sementes, os animais se banqueteiam fartamente da biomassa produzida na invernada.  Após isso, a terra fica desnuda, até parecendo que tudo morreu. Mas, quando chega novamente às chuvas, explode um tapete verde das sementes, que estavam adormecidas embaixo do chão, cobrindo toda terra desnuda.  Choveu, imediatamente, as sementes de Erva-de-Leite ou de Ovelha, colocam o sonho coletivo em funcionamento, latentes de germinação e de floração.  Nascem em abundancia, onde quer que exista um punhado de terra. Onde o banco de semente está bem formado, ela passa a ser predominante, sendo a planta de maior preferência pelas vacas e cabras. Ele recomenda nunca colocar os animais antes dela soltarem a sementes no chão e sempre uma carga animal adequada. Com isso o banco de semente não sofre redução.

Estratégia agroecológica número três: Monitorar ou examinar sempre a fartura, a fecundidade dos bancos de Sementes no Solo.

Por ultimo, o Sr. Tiné, recomenda sempre estar alerta, verificando, examinando, se o banco de Semente continua lá, nas áreas de pastejo, fecundo e forte, para a vida e para a concepção do bem viver prosseguir nesse processo admirável, de dança de adaptação climática. Nesse sentido, para verificar a saúde dos bancos de Semente na sua propriedade, ele usa dois indicadores agroecológicos, a saber:

O primeiro é a Galinha Guiné: Ele destaca que é um excelente indicador para verificar a robustez do banco de Semente. Ele explica que coloca as galinhas Guiné para pastorear em toda a área, acompanhando a sua movimentação de uma área para outra. Quando as mesmas são abatidas, ele verifica a moela. Se esta estiver cheia de Semente de Erva-de-Ovelha, indica que a área possui um robusto banco de Sementes. Assim, é uma garantia de continuar produzindo Leite.

O segundo indicador é o próprio Solo: Ele explica que colhe uma mão ou um punhado de Solo dos primeiros centímetros. Em seguida quantifica o número de Sementes presentes. Se ele encontra acima de 100 Sementes, indica que nessa área a presença de Erva-de-Ovelha, está em equilíbrio harmonioso. Finalmente, ele destaca a última dica: A Erva-de-Ovelha, da preferencia a Solos “Ariusos ou Ariscos” ou Solos conhecidos tecnicamente, como Solos de Textura Arenosa.

 

Fechar-Abrindo: Umas Dicas de pesquisa contextualizada.

  • Que processos microbiológicos e bioquímicos tem permitido a adaptação da Erva-de-Leite nestas áreas consideradas desertificadas?

  • Que processo de Pesquisa Popular Participativa podemos desenvolver para compreender melhor as razões e sentimentos do, por que e para que, algumas famílias fazem as coisas de uma forma e outras de outra maneira?

  • Como podemos Co-construir conhecimento útil, transformador, onde o saber acadêmico e popular formem simbioses de amor, como a Simbiose do Sr. Tiné com a Erva-de-Leite?

Sobre a Erva-de-Ovelha: Uma planta herbácea que na matriz acadêmica é conhecida como Stilozante humilis. Outros nomes populares que se dão esta planta herbácea no Semiárido brasileiro são: Coentro-de-Boi, Erva-de-Leite e Alecrim. 

Fonte: O Colibri

Nota de Falecimento – Prof. Afrânio Gomes Fernandes

É com muita tristeza que recebemos a notícia do falecimento do Prof. Afrânio Fernandes.
O Prof. Afrânio era cearense, formado em Agronomia pela Escola de Agronomia do Ceará em 1950. Dado seu notório saber na área de botânica defendeu livre docência em 1999 pela Universidade Federal do Ceará. Em 2003, foi homenageado com a Fundação do Herbário Afrânio Fernandes, cuja coleção reúne cerca de 4000 exemplares de plantas fanerógamas por professores de Botânica da Universidade Estadual do Piauí.
O prof. Afrânio deixou um legado de 14 livros publicados, 17 espécies novas descritas para a ciência. Em sua homenagem, 6 espécies levam o seu nome.
Nós, representando a Sociedade Científica do Semiárido Brasileiro (SCSB), prestamos condolências aos familiares, amigos e a toda comunidade enlutada pela irreparável perda ocorrida nesta quinta-feira, dia 31 de agosto, em Fortaleza (CE).

Sociedade Científica do Semiárdo

Serra Talhada-PE, 31/08/2017

Sucesso! 1stWBC supera todas as expectativas!

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em colaboração com a Universidade Federal Rural do Semi-Árido e a Universidad de La Habana, tem o prazer de convidá-lo a participar deste evento que ocorrerá em Natal-RN entre os dias 21 a 23 de Agosto de 2017. O evento acontecerá no Praiamar Natal Hotel & Convention e consistirá de palestras e mesas redondas sobre o tema central objeto de colaboração científica entre as instituições: “O Desenvolvimento Sustentável em Regiões Semiáridas”.

A programação do workshop contempla palestras de pesquisadores nacionais e internacionais sobre temas com ênfase na resistência aos estresses salino e déficit hídrico, fatores abióticos que dificultam a produção e o desenvolvimento agrícola no semiárido. Além deste enfoque científico, o evento promoverá diversas mesas redondas com gestores locais e nacionais responsáveis por conduzir políticas públicas de pesquisa e formação de recursos humanos.

Participam do “1st SDAR – SUSTAINABLE DEVELOPMENT IN SEMI-ARID REGIONS” as Universidades envolvidas na execução do projeto (CAPES-Brasil/MES-Cuba) financiado pela CAPES e executado de 2012 a 2016 através de seus programas de pós-graduação: Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA); Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e Universidad de La Habana (UH).

O principal objetivo do evento é construir um espaço de intercâmbios humanos e científicos para o debate, troca de ideias e partilha de experiências para tratar das dificuldades da produção agrícola no semiárido, relacionadas às condições desfavoráveis como a escassez de água e excessos de sais no solo.

Bem-vindos à Natal-RN, a Cidade do Sol. Cidade privilegiada por suas belezas naturais, lindas praias, dunas, lagoas e povo acolhedor. Contamos com sua participação para conhecer temas científicos relevantes para nossa região, bem como para participar da discussão sobre a implementação de políticas públicas construtivas para o país.

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SCSB apoia a realização do 8° Simpósio Internacional sobre Gerenciamento de Resíduos em Universidades

O ISRMU é um evento que visa consolidar um fórum de debates sobre o GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS. O objetivo é abordar os problemas relacionados aos resíduos de maior impacto gerados em nossa sociedade, entre os quais são os recicláveis, orgânicos, serviço de saúde e produtos químicos, industrial e agrícola.

As universidades brasileiras vêm desenvolvendo pouco à pouco programas próprios para o gerenciamento de seus resíduos, dessa maneira, o evento apresentará novas práticas e tecnologias utilizadas para a redução dos resíduos em outros países e em todo o Brasil. Contudo,o evento deve renovar e melhorar o processo de construção da gestão de resíduos de maneira sistêmica e integrada de toda a comunidade.

A 8a edição do ISRMU tem como tema ” A Gestão Integrada de Resíduos: Universidade & Comunidade”, e ocorrerá dos dias 25 à 27 de outubro de 2017  na cidade de Campina Grande, no estado da Paraíba, Brasil.

A programação será dividida em quatro grandes áreas temáticas que serão apresentadas através de painéis de discussão, com a presença de palestrantes internacionais e de diferentes instituições nacionais, seguido de mesa redonda:

» Resíduos Sólidos Recicláveis;

» Resíduos de Serviços de Saúde e Químicos;

» Resíduos Agroindustriais, Especiais e Rejeitos;

» Educação Ambiental, Logística Reversa e Legislações. 

Serão disponibilizados espaços para exposição de trabalhos técnicos,  para apresentação a oral e painéis. 

Fonte: 8ISRMU

Delimitação do semiárido mantém formação atual e inclui 54 novos municípios – Todas as Notícias – Integração Nacional

A região semiárida do Brasil terá nova delimitação que mantém a configuração atual e soma mais 54 municípios em três estados – 36 no Piauí, 15 no Ceará e três na Bahia. A proposta de inclusão de cidades, com a permanência de todas as outras, foi apresentada pelo ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, nesta quinta-feira (27), em Recife, durante reunião do Conselho Deliberativo (Condel) da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). A iniciativa apoia-se no fato de que a região vive a pior seca dos últimos anos, o que permite às localidades contar com apoio federal em diversas frentes que estimulam o desenvolvimento regional. Entre elas estão o acesso a investimentos em condições mais favoráveis para geração de emprego e renda, além de apoio em ações emergenciais para convívio com a seca.

O novo mapa do semiárido brasileiro passará a ter 1.189 cidades em nove estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Juntos, esses municípios concentram uma população superior a 25 milhões de habitantes numa região marcada pela irregularidade de chuvas e alto índice de aridez. Do total de 54 novas localidades, por exemplo, 31 delas estão entre as 20% do país com pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), situação que repercute em seus estados e requer políticas públicas específicas.

“O estímulo ao desenvolvimento é determinante para garantir o equilíbrio entre as regiões, inclusive com estratégias adequadas a cada realidade. O semiárido traz a todos nós a preocupação da necessidade de políticas públicas que possam, efetivamente, diminuir as desigualdades. Com a ampliação, possibilitamos aos municípios a oportunidade de acesso diferenciado a benefícios e ações com perspectivas de melhorar a vida desses brasileiros”, afirma o ministro Helder Barbalho. Mesmo reunindo apenas 21% dos municípios do Brasil, o semiárido concentra 50% dos mil piores IDH.

Nos últimos anos, um Grupo de Trabalho (GT) coordenado pelo Ministério da Integração dedicou-se a uma série de estudos e análises para definir a nova composição da região semiárida. Os índices pluviométrico e de aridez e o percentual diário de déficit hídrico foram os critérios selecionados para adequar a delimitação que estava vigente desde 2005.

Além de equipes da Pasta, compõem o GT representantes do Ministério do Meio Ambiente, Sudene, Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Agência Nacional de Águas (ANA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Instituto Nacional do Semiárido (INSA), Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Mais desenvolvimento

O encontro na capital pernambucana também marcou a aprovação de medidas para fomentar o desenvolvimento regional a partir de investimentos do Fundo Constitucional de Financiamento (FNE) e do Fundo de Desenvolvimento (FDNE) do Nordeste. Só para este ano, a previsão é de mais de R$ 26 bilhões em recursos. Ajustes nas regras do FNE ainda para o exercício de 2017 vão permitir, por exemplo, duplicar o limite de empréstimo para operações de capital de giro para médias e grandes empresas.

No final do ano passado, o Ministério da Integração passou a autorizar recursos dos Fundos Constitucionais – no Nordeste, Norte e Centro-Oeste – para capital de giro destinado ao custeio de gastos gerais relacionados à administração dos negócios. Enquadram-se aluguel, folha de pagamento, despesas com água, energia e telefone, dentre outras. Até então, esses investimentos limitavam-se à aquisição de insumos, matéria-prima e formação de estoque.

Indústria de defesa

Outras medidas aprovadas nesta quinta-feira (27) visam ampliar o apoio a projetos destinados à geração, transmissão e distribuição de energia, ao reaproveitamento de resíduos sólidos e à indústria de defesa. Nesta área, de forma inédita, empresas estratégicas da área passam a ter acesso a financiamentos em condições especiais. Com o aumento na demanda por serviços na área de defesa no Norte e no Nordeste do país, como a manutenção de embarcações e aeronaves, existe um esforço por parte do Governo Federal no sentido de fomentar as indústrias do setor – muito concentradas no Sul e no  Sudeste do país – a se instalarem nessas outras regiões.

Saiba quais são os 54 municípios incluídos:

PIAUÍ: Alto Longá, Altos, Amarante, Arraial, Barra D’Alcântara, Barras, Batalha, Boa Hora, Boqueirão do Piauí, Brasileira, Cabeceiras do Piauí, Campo Maior, Capitão de Campos, Cocal, Cocal de Telha, Cocal dos Alves, Coivaras, Elesbão Veloso, Floriano, Francinópolis, Francisco Ayres, Jardim do Mulato, Jatobá do Piauí, José de Freitas, Nossa Senhora de Nazaré, Novo Santo Antônio, Parnaguá, Passagem Franca do Piauí, Pau D’Arco do Piauí, Piripiri, Prata do Piauí, Regeneração, São Félix do Piauí, São Miguel da Baixa Grande, Sigefredo Pacheco e Várzea Grande.

CEARÁ: Acaraú, Amontada, Beberibe, Cascavel, Fortim, Granja, Marco, Martinópole, Moraújo, Morrinhos, São Luís do Curu, Senador Sá, Tururu, Uruoca e Viçosa do Ceará.

BAHIA: Cotegipe, Mansidão e Wanderley.

Acesse AQUI a lista de cidades na nova delimitação do semiárido do Brasil.

Fonte: Delimitação do semiárido mantém formação atual e inclui 54 novos municípios – Todas as Notícias – Integração Nacional

XX Congresso Brasileiro de Agrometeorologia será realizado com o apoio da SCSB


O Congresso Brasileiro de Agrometeorologia (CBAGRO) é um evento da Sociedade Brasileira de Agrometeorologia (SBAGRO), que ocorre a cada dois anos desde 1979, reunindo centenas de pesquisadores, professores, técnicos e estudantes envolvidos com o tema Agrometeorologia e suas áreas interdisciplinares, seja no âmbito da pesquisa, ensino, extensão e aplicações práticas. A Sociedade Brasileira de Agrometeorologia tem a satisfação de lançar o XX Congresso Brasileiro de Agrometeorologia (XX CBAGRO), que ocorrerá no período de 14 a 18 de agosto de 2017, nas cidades de Juazeiro-BA/Petrolina-PE. Em conjunto, será realizado o V Simpósio de Mudanças Climáticas e Desertificação do Semiárido brasileiro (V SMUD). O evento será organizado por meio de uma parceria interinstitucional entre a Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Semiárido), com apoio da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão) e Universidade de Pernambuco (UPE).
O evento contará com palestras e mesas redondas de especialistas para discussão de quais são os principais problemas que a atividade agrícola possui nas distintas escalas espaciais e como a agrometeorologia auxilia nas suas soluções. Empresas Públicas e Privadas, e Organizações Não Governamentais farão a exposição de métodos e tecnologias de adequação e superação do setor agrícola às adversidades do tempo e do clima. Experiências científicas serão apresentadas na forma de resumos expandidos e completos, por congressistas das mais variadas instituições, regiões e setores de produção, relatando a importância da agrometeorologia na melhoria de suas percepções sobre as atividades em suas diversas escalas.
Fonte: CBAgro2017

Sem recursos, Universidade Federal de Sergipe pode fechar as portas

Por Fernanda Araujo

Com o orçamento cada vez mais enxuto, a Universidade Federal de Sergipe (UFS), campus São Cristóvão, corre o risco de encerrar o período do ano e até fechar as portas, caso os recursos federais não cheguem até o mês de outubro. É o que adverte o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação da UFS (Sintufs) e a Associação dos Docentes da UFS (Adufs), que realizaram uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (1).

A verba de custo, utilizada para pagar água, energia e telefone da universidade, deve acabar em setembro e a assistência estudantil, que é liberada para estudantes de baixa renda, sofreu corte em mais de R$ 1 milhão, o que levou à redução das bolsas de estudo e a uma série de problemas na UFS.

A situação, segundo o sindicato, decorre dos cortes do governo federal que têm afetado todas as universidades do país e são os estudantes os mais prejudicados.

“Com esse corte do auxilio, vários alunos estão trancando o curso; entre os estudantes que vêm do interior, a maioria não tem condição de se manter e precisado auxílio, muitos alunos se mantêm aqui por causa das bolsas de estudo”, lamenta o estudante de engenharia ambiental Cleyber Vinícius Faria.

Para o estudante Marcel Moura, a falta de investimento também interfere na estrutura de toda a universidade. “São banheiros sem portas, paredes com pichações, cadeiras quebradas nas salas de aula, o restaurante universitário, por exemplo, não tem mais capacidade para atender tantas pessoas. Pode chegar à situação dos alunos saírem da universidade pública e buscar uma particular”, critica.

Segundo os professores, por enquanto os cortes não têm prejudicado o andamento das aulas, mas alguns departamentos da universidade já estão sendo afetados com a falta de materiais básicos e didáticos, como de Xerox e laboratoriais. Segundo o Sintufs, o custo anual da universidade é de R$ 230 milhões.

“Estamos sentindo que por inércia a universidade deve parar, inclusive, o próprio reitor disse que se não houver suplemento de verbas a universidade pode ter muitas dificuldades. Existe ainda a possibilidade de parcelamento ou corte de salários, de água, de energia. Isso vai repercutir na produção acadêmica e científica, por consequência na qualidade das aulas, e o que pode ser pior: o encerramento do período”, ressalta o professor do Departamento de Economia, Olinto Silveira Alves Filho (foto).

Os representantes sindicais afirmam que todas as universidades federais do país estão sendo lesadas e há o risco de haver uma grande evasão de estudantes, enquanto que o governo federal perdoa dívidas de bancos e utiliza dos recursos para pagar a dívida pública. Os sindicalistas não possuem dados específicos da situação financeira da UFS e cobram da Reitoria da Universidade que os dados venham a público.

“Nós já solicitamos do reitor, ele ainda não publicou nenhum dado oficial, mas sabemos que o dinheiro da universidade só vai se manter até setembro. A partir de outubro, provavelmente, ou vai ter férias coletivas, interrupção do ano por tempo interminado ou o parcelamento do salário. O dinheiro que é pago para todas as universidades federais é numa faixa de R$ 35 bilhões, mas teve redução de R$ 4 bilhões, então foi para R$ 31 bi este ano, e eles continuam reduzindo”, afirma Wagner Vieira Araujo (ao lado), coordenador de Comunicação do Sintufs.

Os sindicalistas planejam um ato público com panfletagem na quarta-feira (2), a partir das 6h, em frente à UFS, e às 10h um debate público no Hall da Reitoria.

Em nota, a UFS informou que a dotação orçamentária liberada pelo MEC corresponde, até o momento, a 70% das despesas de custeio e aproximadamente 50% das despesas de capital. Segundo a reitoria, caso não haja liberação integral de 100% do limite orçamentário relativo a custeio, haverá “inevitavelmente, sérios problemas de execução de despesas de energia, bolsas, pessoal terceirizado (limpeza, segurança, apoio operacional etc)”.

Ainda de acordo com a Universidade, a informação repassada extra oficialmente pelo MEC é de um contingenciamento de 15% dos recursos de custeio e de 40% dos recursos de capital. Todas as instituições estão aguardando a definição oficial, sob pena de comprometimento de parte considerável das atividades.

“Até o momento a UFS tem conseguido manter em dia o pagamento de serviços contratados, de modo que todos os serviços essenciais foram mantidos, a despeito da profunda crise econômica e financeira do país”, afirma a nota.

Fotos: Fernanda Araujo

Fonte: Sem recursos, Universidade Federal de Sergipe pode fechar as portas